10 de mai de 2009

O lado esquerdo não mordido do pêssego caído no quintal da tia do primo da minha vizinha

Hoje me disseram que eu invento as coisas. Que eu sinto coisas que não existem mas escolho tentar me enganar dizendo que elas existem. Fico pensando se isso é verdade...


Olho para o pêssego caído no chão. Meio mordido. O que significa isso? Nada eu acho, não significa nada, mas ainda assim sinto a necessidade de analisar, de dar significado, de ver ali, não só um pêssego caído sem motivo. Penso. O pêssego é avermelhado, no formato de um coração. Coração mordido, dilacerado. Mordido por uma boca estranha, desconhecida, cheia de ânsia pelo coração, procurando sugar o doce néctar de sua existência. Boca vampira. Boca frustrada. O néctar era de pêssego, não de sangue, não de coração. Cospe, joga fora, rejeita. E o coração cai. Transborda na terra. Atrai as formigas. Era doce afinal de contas.O pêssego era de uma arvore que fica no quintal da tia do primo da minha vizinha... mas isso não faz diferença faz?


Quantos pêssegos mordidos não trago no bolso do casaco? Quantos corações cuspidos? É, eu queria mesmo que fosse tão simples, só inventar coisas, tão... fácil. Queria que gostar de você fosse uma invenção. Queria que na minha invenção você também gostasse de mim. Queria que você não fosse uma invenção. Queria você...

3 comentários:

Arlequim disse...

Muito foda!
Muuuuuuuuuito foda.
Fodidamente foda!
Foda! Foda! Foda!
HAAAIUHAUIAHAIUAHAUIHUAIH
beijos, Will

Nah disse...

Este é o meu preferido...por que será né...Eu sei que disse que não concordava, eu ainda não concordo, mas de todos é o que mais gosto, o que na minha opinião, tem sentido, gostei principalmente da minha citação estar presente, e o fechamento, uma resposta? quem sabe...

Continue escrevendo, você escreve bem, e sim você tem dom, viu mocinho....

Kyanne disse...

os seus textos sãoo tdos Bacanass!
Mais esse foi o que eu mais adoreii *-*
Vaii entenderr né! hhaha!
Continuee escrevendoo...
Beijos!