28 de jun de 2009

A peça

O publico ri lá fora, em grupo, eu rio aqui dentro, sozinho.
Eu rio, transbordo, seco, alago.
E é tudo coisa da minha cabeça.
Aplausos, cortina, cena.
Tem coisas que não dá pra começar de novo, isso é só na tv.
Na tv...
Na tv o mocinho fica com a mocinha.
Na tv tudo acaba bem.
Na tv o final é feliz.
E eu acredito na tv.
Mas isso é teatro.
Aqui segunda chance é raro... terceira mais ainda.
Mas se vida é um jogo, eu tenho vários “continues”.
Ou pelo menos tento ter.
A cena é rara.
É linda.
É difícil.
Mais aplausos, menos risos.
Ninguém disse que a peça era comédia.
Oro em silencio e termino de amarrar a perna.
Ela quebrou no ato passado.
O sangue vaza, transborda, alaga.
E ri de mim, que acho que sei de alguma coisa.

21 de jun de 2009

sem titulo



E se eu fugir, se eu for embora, alguma coisa vai mudar?
E se eu ficar, se continuar, alguma coisa vai permanecer igual?

E hoje é só o primeiro dia do inverno...