<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758</id><updated>2011-08-15T07:09:42.741-07:00</updated><category term='como pode ser gostar de alguem e esse tal alguem não ser seu...'/><category term='morre vadia'/><category term='Kyrie'/><category term='tão meus...&quot;'/><category term='eu escrevi um texto'/><category term='lalalala lalalala'/><category term='Lord have mercy on me...&quot;'/><category term='para se ler ouvindo &quot;sway&quot;'/><category term='só porque escrevi agora não significa que vai virar uma rotina...'/><category term='ataque de bobeira as 5 da manha'/><category term='is going by'/><category term='sentimentos agridoces'/><category term='olha'/><category term='and I wonder...'/><category term='se não gostou'/><category term='e eu só queria lembrar a cor dos seus olhos...'/><category term='so much faster than I...'/><category term='sempre termine com reticencias'/><category term='choro café e vc chora leite'/><category term='time'/><category term='a vida como ela é'/><category term='&quot;os versos seus'/><category term='through the trees'/><category term='para ela.'/><category term='porque as vezes tentamos voar...'/><category term='mea culpa'/><category term='reclama com a sua mãe...'/><category term='Lord have mercy'/><category term='confuso? quem? eu? onde?'/><category term='eu sei...'/><category term='Alea Jacta Est'/><category term='&quot;and I say'/><category term='hahaha'/><category term='agradecimentos'/><category term='não foi a melhor coisa que já escrevi'/><category term='demorei mas postei...'/><title type='text'>"Só enquanto eu respirar..."</title><subtitle type='html'>Não te incomoda saber que você podia estar fazendo algo realmente produtivo nesse momento?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-639051662534059397</id><published>2010-05-01T21:55:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T21:58:57.459-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='through the trees'/><title type='text'>Antes de dormir</title><content type='html'>E enquanto eu velava seu sono todos os caminhos errados pareciam certos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os fantasmas do meu armário passavam, um por um, cada um com uma memória, cada um com uma dor, refazendo seus passos, seus gestos, e desaparecendo no batente da porta. E de cada poro vazava uma lembrança. E de cada poro vazava uma gota de sangue. As promessas se desfaziam no ar e os anos corriam velozes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu sentia os movimentos sôfregos do seu corpo sob o meu e você mordia suavemente seu lábio reprimindo os gemidos de cada nova descoberta as velhas cicatrizes sumiam aos poucos. As antigas ilusões estilhaçadas voltavam a tomar forma. A cada sorriso, a cada beijo, sentimentos mortos tornavam a florescer. A cada suspiro a nevoa cinza se dissipava. A cada olhar... Ah, a cada olhar... Com todo o peso do céu as muralhas caiam e as defesas ruíam no mais profundo silencio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu recebia o calor do seu hálito e aninhava seu corpo nu no meu peito um vazio avassalador me tomava, como o medo de pular de um precipício, como ser jogado de um avião em movimento sem direito a para quedas. Qualquer medo ou experiência perdiam a validade enquanto seus sussurros doces me esvaziavam, me purificavam. Não havia mais o que esconder. Não há. Olho mais uma vez para o penhasco. O maior que já vi. Sorrio uma ultima vez para meus fantasmas e, num momento de coragem monumental me atiro, entrego, confio e espero que teus ventos façam minhas asas enferrujadas voarem pela primeira vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu percebo que não sou mais meu, apago a luz e beijo sua testa. Não tem mais jeito. Então sussurro em teu ouvido e puxo um pedaço do cobertor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite meu amor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-639051662534059397?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/639051662534059397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=639051662534059397&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/639051662534059397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/639051662534059397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2010/05/antes-de-dormir.html' title='Antes de dormir'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-6644559873729721084</id><published>2010-04-27T10:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T10:05:52.468-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tão meus...&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;os versos seus'/><title type='text'>E a (sua) vida continua...</title><content type='html'>E então veio o primeiro grito. E o segundo. E o terceiro. A garganta rasgava a cada esforço. Gritou até que o sangue começasse a fluir junto com a voz. Pedi que com o sangue saísse a alma. Pedi que os meus cortes fossem tão profundos quanto os seus. O quarto tremeu. Eu tremi. A sanidade fora embora. Trocara de lugar com o amor. Trocara de lugar com a tinta. Com as letras. Com o sangue. Dor. Dor de um corpo que se batia. Osso. Pele. Carne. E se ele pulasse? E se se jogasse da escada? Do prédio? E se caísse do céu? Alguém sentiria falta? Você sentiria falta? Faria alguma diferença na sua rotina? No seu café com leite? Na sua cama com sabe-se lá quem? A loucura é individual. A morte também. Meu nariz de palhaço está no chão. Minha adaga também.  Sua porta apodrece fechada. Minha porta morre aberta. Não importa se não faz sentido. Não importa se dói. Só me importa se é real. Será que isso ainda me importa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-6644559873729721084?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/6644559873729721084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=6644559873729721084&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6644559873729721084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6644559873729721084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2010/04/e-sua-vida-continua.html' title='E a (sua) vida continua...'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-7336479546512769759</id><published>2010-04-12T00:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T00:42:44.493-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos agridoces'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='para se ler ouvindo &quot;sway&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mea culpa'/><title type='text'>Pagina 26</title><content type='html'>Eu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sei&lt;/span&gt; que você nunca quis que eu me sentisse assim. Sei que você nunca quis meu mal... mas, de que adianta isso se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu mesmo&lt;/span&gt; o quis? Eu quis construir essa fantasia de nós dois. Eu quis o sonho, e enquanto eu sonhava fantasias, você cuspia realidade. Não me entenda mal, não digo que estava errada, mas talvez certa demais. O fato é que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu&lt;/span&gt; construi o nosso castelo para mim mesmo e agora, quando a noite cai e as coisas mais simples me lembram você, o sonho de nós dois apodrece sem morrer, escorrega entre meus dedos e eu me reviro na cama com cada parte do meu corpo gritando o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda. Como se pode sentir falta do que nunca se teve? Seria esperança? A maldita sombra do “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;e se&lt;/span&gt;” espreitando minha solidão?Mas que remédio, meu Deus, que remédio para essa realidade azeda? Que cura espero eu que guiei tuas mãos indispostas até o centro do peito e as forcei a arrancar meu coração? Que doce loucura poria fim a esse tormento? Qual veneno terrível irei recusar em nome dessa melancolia inventada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se pelo menos você &lt;span style="font-style:italic;"&gt;não&lt;/span&gt; existisse. Se pelo menos fosse, como todo o resto, uma fantasia maluca, talvez a dor incomodasse menos. Mas não, você teima em existir, em ser encantadoramente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;real&lt;/span&gt;, verdadeira, diferente do nós que existe em mim, diferente desta faca de dois gumes que pelas minhas mãos só fere a mim mesmo de uma forma inegavelmente real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão absurda ilusão é essa de eternamente perder uma guerra que luto sozinho... Que inimigo é esse senão o meu próprio amor? Sim, digo novamente enquanto tomas uma taça de meu sangue, sim, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu te amo&lt;/span&gt;, e talvez esse amor nunca vença a sua lógica ou seja mais real do que esse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nós&lt;/span&gt; que criei apenas para mim. Talvez sempre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;me&lt;/span&gt; falte realidade, talvez sempre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;te&lt;/span&gt; falte fantasia. Talvez... talvez eu não saiba mais o que estou dizendo, talvez nunca tenha sabido, mas duvido que você possa dizer honestamente que estou errado. Duvido que não concorde e, principalmente, duvido que em você não exista pelo menos o fantasma de um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nós&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é saber que sentir isso não muda &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nada&lt;/span&gt; e que mesmo agora, depois de tudo escrito pela décima centésima vez esse nós maldito não vai embora. Ele nunca vai. E saber que talvez, só talvez, s&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ou eu que não o deixo ir&lt;/span&gt; também não me faz muito bem... &lt;br /&gt;Me disseram certa vez que existem males que são &lt;span style="font-style:italic;"&gt;necessários&lt;/span&gt;... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-7336479546512769759?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/7336479546512769759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=7336479546512769759&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7336479546512769759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7336479546512769759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2010/04/pagina-26.html' title='Pagina 26'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-6716838817903501929</id><published>2010-04-06T01:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T01:32:23.354-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sempre termine com reticencias'/><title type='text'>as coisas em que acreditamos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu me surpreendi quando descobri que ainda acreditava. Talvez eu seja mesmo um perdido na vida, um desorientado, um alguém que depende mais da sorte do que do juízo e que pode ser derrubado por uma pergunta inesperada numa quarta feira a tarde, pode ser que não. Pode ser que eu seja comum, igual a qualquer outro, sem nenhum segredo especial, nenhum super poder. Mas e daí? Quem pode dizer que se conhece plenamente antes de se surpreender quando seu coração se despedaça em um bilhão de farpas e você finalmente percebe que ainda acredita em finais felizes. &lt;br /&gt;Acreditava. &lt;br /&gt;Acredita...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-6716838817903501929?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/6716838817903501929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=6716838817903501929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6716838817903501929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6716838817903501929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2010/04/as-coisas-em-que-acreditamos.html' title='as coisas em que acreditamos'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-9040712723254801165</id><published>2010-04-06T01:16:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T01:24:05.979-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hahaha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agradecimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ataque de bobeira as 5 da manha'/><title type='text'>Agradecimentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gostaria de agradecer a todos os comentários recebidos, isso é definitivamente surpreendente e não posso negar que gostei demais de recebe-los. Pediria desculpas pela demora nos posts, mas, de alguma forma, seria em vão, afinal eu simplesmente não tenho disciplina pra manter isso aqui atualizado. Enfim... tentarei postar mais, sem promessas ok? Juro que não é de sacanagem, eu sou meio lento pra essas coisas de internet, mas não ignorei ninguém...&lt;br /&gt;Então, obrigado a todos e... hum... a, sei lá ^^ rsrsrsrs&lt;br /&gt;abraços, beijos, apertos e mão e todas essas coisas eleitoreiras (não, não concorro a nada, só a um ataque de bobeira as 5 e meia da manha... ossos do oficio.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AAaaaa sim, publiquei meu segundo conto... não sei se tá bom, mas tá lá, no papel, super gratificante... obrigado a todos que compareceram, depois ponho uma foto ou coisa assim... e quem sabe em breve mais alguma coisa não sai por ai... quem viver verá ^^&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-9040712723254801165?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/9040712723254801165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=9040712723254801165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/9040712723254801165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/9040712723254801165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2010/04/agradecimentos.html' title='Agradecimentos'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-8315221371154594132</id><published>2010-01-15T17:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T17:49:27.830-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morre vadia'/><title type='text'>Recordar é viver</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E como se o Tempo subitamente parasse, a mão não tocou o rosto, e o rosto, ansiando pela mão, esperou, e por uma eternidade de lágrimas aguardou o toque que nunca veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todas as feridas se abriram, vertendo sangue da memória, supurando a vida, esperando tratamento, cura, ou aceitação de marcas que nunca mais vão se fechar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as navalhas que enchiam sua boca eram lentamente mastigadas, buscando seu espaço entre os dentes, rasgando a gengiva, o céu da boca, dilacerando a língua, dando gosto metálico ao amargo sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes de subir o anjo da morte viu sua agonia e sorriu. Existem certas coisas que nunca morrem. O passado é uma delas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morre! Some! Queima no inferno maldita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito rasga sua garganta. Seus músculos ardem e o cansaço se abate sobre seu corpo. Batalhas que não se pode vencer são desgastantes. O fogo que queimava as cartas agora queimam as letras malditas em sua alma. “O tempo aqui é fluido” ele lembrou... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria enterrar o passado, mas enterrava a si mesmo, em uma cova profunda, junto com todos os esqueletos de seu armário. Você não queria realidade? - Diz a voz da consciência. – Agora toma, TOMA no cú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue parou de vazar do pulso. Os remédios não chegaram a fazer efeito. A bebida esgotou a si mesma antes que chegasse em sua boca, era isso, a penitencia, o purgatório em plena vida... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua desgraça era tanta que não conseguiu nem pranteá-la no escuro de sua alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-8315221371154594132?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/8315221371154594132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=8315221371154594132&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8315221371154594132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8315221371154594132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2010/01/recordar-e-viver.html' title='Recordar é viver'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-3438719982984516847</id><published>2009-12-28T00:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T00:38:10.442-08:00</updated><title type='text'>Mensagem de fim de ano</title><content type='html'>Eu não sei ainda se aprovo ou não o comportamento das pessoas (como se precisassem de minha aprovação) nessa época do ano. É no mínimo curioso o poder que exerce sobre as mentes das pessoas o natal e o ano novo. Tecnicamente são apenas dias como quaisquer outros, não existe nenhum rompimento, nenhuma renovação. Seu corpo continua como se nada tivesse acontecido, entretanto, mentalmente, as pessoas tendem a esquecer e perdoar, e mostrar o lado mais positivo, e na maioria das vezes, mais falso, na esperança de prolongar uma mentira social que se desgasta durante o resto do ano, como um copo de água que cai velozmente na direção do chão, toda turbulência do ano se desfaz no momento que ele acaba, no momento que o copo se parte espalhando seu conteúdo em pequenas poças de boas recordações. &lt;br /&gt;Bah, meu intento não é mudar a cabeça de ninguém agora, estou divagando demais, o que eu realmente queria era agradecer. Quero agradecer a minha amiga Hannah pelo banner do blog que ficou liiiindo, quero agradecer as pessoas que me serviram de inspiração, quero agradecer a todos os que leram, os que comentaram, pois fizeram mais diferença que eu supus que fariam. Gostaria também de me desculpar, essas ultimas semanas tenho me aplicado em escrever contos para coletâneas e acabei me descuidando um pouco do blog, mas ele não fechou nem nada assim, eu acho... Ah sim, um conto meu vai ser publicado no GRIMOIRE DOS VAMPIROS, quero todo mundo lá hein?!?! &lt;br /&gt;Enfim, boas festas a todos, acreditando ou não nelas, e que seus desejos possam sempre se realizar. Deixo-os com a promessa de mais textos, afinal, as férias não duram pra sempre e dia 11 eu to de volta a SP. Abraços a todos e lembrem-se... nada de juízo hein.... rsrsrsrs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-3438719982984516847?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/3438719982984516847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=3438719982984516847&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/3438719982984516847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/3438719982984516847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/12/mensagem-de-fim-de-ano.html' title='Mensagem de fim de ano'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-2279936749216393455</id><published>2009-10-30T23:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T23:19:07.224-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e eu só queria lembrar a cor dos seus olhos...'/><title type='text'>Redenção</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Eu estava ali, no meio daquele maldito temporal, de braços abertos gritando palavras surdas que se perdiam no ar sem serem ouvidas nem por mim mesmo. Gritava palavras, gritava navalhas que dilaceravam minha garganta e deixavam o gosto amargo do sangue na minha boca. Merda. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Ela também estava ali. Estava jogada, largada no meio da rua com sua caneta cheia de vodca. Estava encolhida e tão encharcada como eu, mas seus olhos brilhavam, refletiam, diziam que ainda existia alma dentro daquele corpo estirado no chão. Meus olhos eram opacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chegamos ali? Não faço idéia. Acho que tudo nos levara até aquele ponto, todas as escolhas que fizemos, tudo o que esquecemos ou fingimos não ver, tudo o que sentimos, tudo o que estragamos, tudo o que não deixamos ser. Aquele momento era claro, cristalino. O vento soprava forte e me deixava de joelhos. Ela continuava deitada, protegida naquela posição fetal, murmurando algo que eu jamais fui capaz de compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo doía naquele momento. O nariz gelado, os braços, os ossos, a respiração. Doíam as manhas de sol, mesmo que imaginadas. Doía a fé e doía a esperança de um futuro possível que nunca chegou a acontecer. Doíam as doses de bebida que prometeram uma vez nos fazer esquecer, doíam todas as noites, todas as madrugadas, que entre palavras fingimos a realidade e construímos o impossível. Doía o impossível, doía o “e se...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gritava. Buscava redenção por todo mal que lhe fiz. Eu tinha feito questão de existir, de criar, e agora era minha culpa que ela estivesse ali, eu havia sido egoísta, e estava errado, e estava certo. Eu havia criado a noite. Ela murmurava, gemia sob o peso de suas desaprovações, de seus nãos. Ao seu lado estavam as asas, minhas e delas, que ela fizera questão de arrancar com sua incredulidade e teimosia. Ela me matara um pouco também, assim como eu fizera a ela, e ela, ela criou a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio, o vento, o beco, eram apenas alegorias, fantasiosas interpretações de uma realidade impossível. Talvez a chuva fosse vermelha e o chão fosse branco, talvez me fizesse lembrar do sangue atingindo o piso branco do banheiro no dia em que eu não me cortei. Será que foi ela? Talvez isso só tenha existido nas paginas de um caderno velho, ou de um livro empoeirado, largado no canto da casa de um louco. Talvez, nada fosse real a não ser o meu grito e sua vodca. Talvez isso tudo fosse só um conto de fadas que deu errado, talvez só a dor fosse real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz da rua finalmente queimou, e ali, naquele beco, imergimos juntos na escuridão do tempo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dane-se a terceira pessoa, dói do mesmo jeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-2279936749216393455?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/2279936749216393455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=2279936749216393455&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2279936749216393455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2279936749216393455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/10/redencao.html' title='Redenção'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-7652974492202699908</id><published>2009-10-24T21:06:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T21:12:06.282-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demorei mas postei...'/><title type='text'>Soldadinho...</title><content type='html'>Seus olhos abriram-se lentamente. Havia algo de diferente no ar, algo que ele nunca antes sentira. Há muito que nada penetrava nas trevas de seu refugio fundo o suficiente para incomodá-lo, mas aquele som, sutil e doce, inundava seus ouvidos como se brotasse de dentro de sua própria alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Algo havia mudado, podia sentir, era como se a própria sombra em que se envolvera estivesse clareando, revelando aos poucos, uma silhueta invasora. Imóveis, ele em seu espanto e ela por algum motivo qualquer, ficaram ali, silenciosamente, num tempo que poderia ser apenas um segundo, ou talvez, milhares de séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Quase imperceptivelmente aquele som que o acordara começou a aumentar e agora, era-lhe quase possível reconhecer as notas de um piano fantasma, invisível porem potente o suficiente para reverberar suas notas pelas paredes curvas até a silhueta, que como atendendo a musica que saia dele, movimentava-se agora lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Seu corpo movia-se gracioso pelo espaço, desenhando cores, ditando sentidos, afastando de si a sombra, revelando um palco até então nunca visto. Ele sentia-se maravilhado e com alguma ajuda de seu fuzil pôs-se de pé. Era necessário chegar mais perto, ver com mais clareza a estranha silhueta que invadia seu refugio e causava tantos distúrbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Aproximar-se era trabalhoso, arriscado. Com seu sempre confiável fuzil fazendo as vezes de muleta atravessava vagarosamente as trevas que ainda restavam entre a silhueta e ele. A cada passo um novo som, um novo sentido. A luz o incomodava, e foi tentando escapar dela que acabou por chocar-se com uma cadeira. Não se lembrava de nenhuma cadeira ali, mas por ocasião do choque resolveu sentar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A silhueta dançava, ignorante de sua platéia e o som de sua risada mesclava-se a musica, fazendo da melodia algo ainda mais belo e com isso diminuía ainda mais as sombras a seu redor. Sua roupa, preta, contrastava com sua pele branca e com o vermelho recém descoberto das paredes e limites de seu palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Desde que escolhera habitar ali, nunca mais tinha ele visto, a verdadeira cor das paredes, sentindo-se mais cômodo, e quem sabe até protegido, com as sombras ao seu redor, mas como havia sentido antes, algo mudara. Mudou a cor, mudou o jeito, mudou o formato, mudou tudo. O que antes era um espaço vazio e escuro agora era um teatro, com direito a cadeiras para a audiência e palco para os invasores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                E distraído em seus pensamentos, mal percebeu que sua presença fora notada, até que, em meio a uma chuva de pétalas negras, percebeu a silhueta vindo em sua direção. Seu andar era suave e delicado e seu corpo, desenhado contra a luz, era perfeito. Levantou-se a tempo de sentir os braços da silhueta rodearem seu corpo. Ela sorriu, ergueu-se na ponta dos pés e lhe deu um beijo nos lábios. Fechou seus olhos, apenas para quando abrir, encontrar os dela, e confirmar para si próprio que aquele coração não era mais o esconderijo escuro que um dia ele construira, mas que aquele coração, de paredes curvas e vermelhadas agora pertencia a outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Ele fora vencido sem um disparo, sem um tiro, sem uma luta. Ele estava amando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-7652974492202699908?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/7652974492202699908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=7652974492202699908&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7652974492202699908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7652974492202699908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/10/soldadinho.html' title='Soldadinho...'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-8998507975370985792</id><published>2009-10-13T16:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T16:06:15.427-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lord have mercy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lord have mercy on me...&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;and I say'/><title type='text'>O blues é meu...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;         Dizem que Deus é pai... bom, então eu sou órfão. Ou não, ou pior, meu pai é o blues. Isso, meu pai é o blues. Meu pai é o lamento, minha mãe a dor. E essa família me rasga, me dilacera as carnes, me derrama o sangue desde que nasci. E do meu sangue nasce suas risadas, suas alegrias. Do meu sangue eles se alimentam, e com ele constroem os fios dessa realidade maldita que usam para me cortar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E talvez eu já tenha nascido miserável, talvez eu já tenha sido derrotado antes do começo do jogo, talvez eu tenha uma alma pequena demais, talvez eu tenha sido abortado... Talvez eu não tenha sido feito pra isso, talvez eu não tenha sido feito pra nada... talvez demais, talvez... eu não fui feito pra nada, eu fui feito errado, errado e vivo, e agora busco piedade, seja dada seja minha própria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Hoje é mais um dia de tarde cinza. Eu fico em casa, vejo TV, bebo refrigerante. Estrago a lata entre meus dedos. Uma chuva fina cai lá fora. Um temporal aqui dentro. E esse temporal molha tudo, explode a TV, escorre pela mesa, alaga o chão, e não vaza pelo ralo. Ele molha o pão e a faca em cima da pia. Tudo igual. Meus livros se desmancham sob o temporal... minha vontade também. Sento no sofá encharcado, tomo o temporal, sinto cada gota descendo por dentro e por fora, sinto meu corpo envelhecer, sinto que meus mal-tratos começa a aparecer, sinto a pele ressecar. Abro a boca pra gritar, mas mais água entra. Sinto a garganta raspando, dolorida, os olhos inchados. Tudo igual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O temporal tem gosto de vodka. Vou até a vitrola, lembrança de gente que eu nunca conheci. Dou corda e coloco um disco do B.B. King. O som invade o ambiente, arde nos ouvidos, diminui o ritmo do coração. O som corta, mas deixa a pele intacta. A alma sangra. Pego uma caixa de fósforos. Sim, sou eu, eu que começo o incêndio. Vejo as chamas subindo temporal acima, queimando o teto, destruindo tudo... O vermelho do fogo é bonito mas não esquenta. A pele não sente, a alma não sente. Ilusão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quando o fogo termina, tudo está igual, sempre igual... e a tarde continua cinza lá fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-8998507975370985792?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/8998507975370985792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=8998507975370985792&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8998507975370985792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8998507975370985792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/10/o-blues-e-meu.html' title='O blues é meu...'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-156656374625337375</id><published>2009-10-04T19:14:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T19:15:56.878-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='and I wonder...'/><title type='text'>Terça Feira</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E como dois peregrinos em busca de abrigo meus olhos buscavam os dela. Olhos de encanto e mistério, de feitiço e paixão. Duas lagoas castanhas onde se perdiam meu espírito e meu fôlego. Duas estrelas reluzentes que guardavam as promessas do amanha e do depois. Dois olhos risonhos, brincalhões, ladrões de cores e brilhos. Dois egoístas que pareciam querer toda minha atenção para si... e conseguiam.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Enlacei sua cintura e puxei-a para junto de mim. Senti seu coração acelerar? Senti meu coração acelerar. Senti um pequeno arrepio percorrendo a espinha, não sei se minha ou dela. Seu corpo agora tocava o meu e, talvez no movimento mais doce que já vi, ficou na ponta dos pés para que nossos rostos pudessem se aproximar. Seu hálito era intoxicante e não pude deixar de pensar que ali, respirando o mesmo ar que passava por seus lábios entreabertos, até mesmo o ato de respirar tomava uma dimensão mágica e agora, tudo o que eu era estava ligado aquela menina que correspondia com força ao meu abraço.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sua mão tocou meu rosto e senti o corpo todo estremecer. Sua pele cor de neve era macia e quente, e seus movimentos estavam acima da minha compreensão. Fechei os olhos por alguns instantes enquanto a realidade a nossa volta se desfazia e seu perfume nos levava a um campo florido, onde sozinhos sussurrei ao seu ouvido o quanto me fazia falta e o quanto eu gostava dela. Sua voz em melodia também confessava saudades enquanto eu diminuía ainda mais o espaço já quase inexistente entre nós, como que querendo fundir aquela existência a minha e completar enfim todas as lacunas próprias de mim mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Afastei meu rosto a fim de admira-la um pouco mais e enquanto seu cabelo lentamente se desprendia da minha barba por fazer fui irrepreensivelmente atraído por seus lábios e enquanto tirava lentamente a pintura vermelha, tão cuidadosamente feita, ao encostá-los aos meus me peguei imaginando se algum dia a vida seria melhor do que isso, ou se alguma outra terça feira de manha seria novamente tão boa assim.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-156656374625337375?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/156656374625337375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=156656374625337375&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/156656374625337375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/156656374625337375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/10/terca-feira.html' title='Terça Feira'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-2412217256877306066</id><published>2009-09-22T21:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T21:43:24.468-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lalalala lalalala'/><title type='text'>Documento 57 ou Alem das palavras</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;              Havia dois dias que não pensava em outra coisa. Claro, parava de quando em quando pra comer ou tentar fazer alguma outra atividade, mas no fundo seus pensamentos não saiam disso, não deixavam aquele dia, revivia cada gesto, cada segundo, cada beijo numa saudade tão grande que não conseguia mensurar.&lt;br /&gt;              Recostou-se na cadeira. Precisava pensar, respirar... respirar o dobro, o triplo, mesmo sabendo que ainda ia sentir aquela falta de ar sempre que pensasse nela. Nunca imaginou que o termo “roubar o fôlego” fosse tão real. Riu. Olhou novamente para a tela do computador: “Documento 57” aparecia no topo do editor de texto e, por algum motivo aquilo não lhe parecia promissor. Alias, algum motivo não, alguns motivos, todos os motivos e talvez mais alguns que não conseguia pensar.&lt;br /&gt;             Era até irônico, ele que tanto falava, que gostava de escrever, encontrava-se agora, sem palavras, incapaz de contar para o mundo o quão incrível aquela guria era e o quanto ela mexera com ele. Pensou até em atear fogo na casa, mas isso dificilmente mandaria a mensagem e ainda o deixaria sem teto, então acabou descartando a possibilidade.&lt;br /&gt;              Ainda assim o problema permanecia. Como dizer que nada tinha a mesma graça sem ela por perto? Como explicar sem parecer irremediavelmente apaixonado que ainda sentia seu cheiro em todo lugar? Perguntas difíceis. Talvez, pensou, não devesse falar nada. E daí que todo branco que via lembrava sua pele, todo vermelho seu batom? E daí que quando olhava pro céu noturno via suas lindas sardas em vez de estrelas? Ela não precisava saber, precisava?&lt;br /&gt;              Era isso, tinha decidido. Sabia que não teria condições de descrever algo tão especial como ela era para ele. Sabia que não conhecia palavras o suficiente para falar de cada sensação que seu toque lhe causava, cada carinho, cada suspiro, sabia que pelo menos por enquanto o sabor do seu beijo ia ficar apenas na sua boca e no seu coração. Um dia, prometeu a si mesmo, um dia aprenderia a tal da “língua dos anjos” e, quem sabe nela, encontraria as palavras para fazer com que o mundo finalmente soubesse que aquele sorriso nos seus lábios vinha dela e somente dela, e que mais do que o ar nos seus pulmões e o sangue em suas veias, ela se tornara essencial. Essencial para enxergar as cores, essencial para sentir os sabores, essencial para seus sonhos.&lt;br /&gt;               Olhou novamente para o “Documento57” e levantou-se. Não queria mais escrever, não queria mais estragar aquilo com palavras. Estava simplesmente feliz, mais do que havia estado em um longo tempo, e estava agradecido por isso. Suspirou, desligou o computador e entregou-se a um sono tranqüilo e sonhos do que ainda estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desculpa ai, eu sei que ainda não está bom, mas não consegui fazer melhor hoje... prometo compensar no proximo ^^&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-2412217256877306066?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/2412217256877306066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=2412217256877306066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2412217256877306066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2412217256877306066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/documento-57-ou-alem-das-palavras.html' title='Documento 57 ou Alem das palavras'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-6354512694634283939</id><published>2009-09-18T20:31:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T21:00:46.290-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choro café e vc chora leite'/><title type='text'>retalhos de poesia</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Como poesia e canção&lt;br /&gt;No embalo de uma paixão&lt;br /&gt;Ela é minha felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poesia e canção&lt;br /&gt;Me puxa por um cordão&lt;br /&gt;e eu faço suas vontades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como canção e poesia&lt;br /&gt;ela me tem todo dia&lt;br /&gt;refém de suas bondades&lt;br /&gt;Mais isso nem ela sabia&lt;br /&gt;que canção e poesia são&lt;br /&gt;uma em duas metades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo para ela&lt;br /&gt;pois dela é o meu querer&lt;br /&gt;e todas as palavras,&lt;br /&gt;são palavras pra te ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto do dia chegou&lt;br /&gt;mais um sobre você&lt;br /&gt;e nem podia ser diferente&lt;br /&gt;Não entende quem nunca amou&lt;br /&gt;que quando penso em você&lt;br /&gt;meu mundo fica mais contente...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Não sei fazer essas coisas, mas fiz ouvindo tm- prato do dia, se ajudar de alguma coisa...rsrrsrs&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-6354512694634283939?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/6354512694634283939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=6354512694634283939&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6354512694634283939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6354512694634283939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/retalhos-de-poesia.html' title='retalhos de poesia'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-8183546253336688581</id><published>2009-09-13T21:30:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T21:32:20.959-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alea Jacta Est'/><title type='text'>Sem titulo...</title><content type='html'>Era como se fosse uma doença tomando pouco a pouco todas as partes de seu corpo. Uma doença para a qual ainda não havia sido descoberta a cura. Uma doença que quanto mais se tentasse esconder mais aparente ela seria. Mas esse era o discurso oficial, ele não podia se entregar, ele não podia se render, ele não podia assumir publicamente tal doença, muito embora esse fosse talvez um dos desejos mais ardentes de seu coração.&lt;br /&gt;             Não sabia como explicar os sintomas, tantos, e tão velozes. Normalmente esse estagio só era encontrado em quem já tenha essa condição há muito tempo, mas como o oxigênio pelo sangue, ela se espalhou e tomou cada parte do seu ser, até seus pensamentos, seus sonhos, já eram dela.&lt;br /&gt;             Mas como, como esconder sinais tão evidentes? Como se furtar um sorriso toda vez que pense nela? Como disfarçar algo que já transbordava de dentro, gritando para sair? Com quais palavras explicar que a queria em todo momento possível do seu lado? Com quais palavras explicar que a queria nos momentos impossíveis também?De que realmente adiantaria negar que estava louco por ela se não havia um dia em que não pensasse em seu olhar? E o pior, se realmente se entregasse, existiriam palavras suficientes para descrever toda profundidade de seu sentimento?&lt;br /&gt;              Estava preso entre tentar esconder e tentar explicar como o simples brilho de seu sorriso o cegava para todo o resto que não fosse ela, entre o silencio e o doce som da sua voz, entre tapar o nariz e sentir seu cheiro em todo lugar, entre se sentir sozinho junto de seus melhores amigos ou assumir que ela fazia muito mais falta do que queria admitir.&lt;br /&gt;Ele sempre tão decidido, sempre tão orgulhoso, sempre tão “senhor de si” não sabia o que fazer. Não sabia se se entregava e esperava pelo melhor, se lutava para não deixar tão claro algo que obviamente já estava acima de seu controle, se simplesmente gritava para o mundo todo ouvir tudo aquilo que já transbordava pelos seus poros.&lt;br /&gt;               E o que ele decidiu, vocês me perguntam? Bom, isso eu não sei, assim como também não sei o que aconteceu... mas aposto que ele não conseguiu se conter e acabou dizendo que adorava ela, e que por mais estranho que parecesse, que estava se apaixonando por ela, e que isso era um pouco assustador  e ainda assim talvez a coisa mais incrível que lhe acontecera. E aposto, não, espero que, tudo tenha dado certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-8183546253336688581?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/8183546253336688581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=8183546253336688581&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8183546253336688581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8183546253336688581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/sem-titulo.html' title='Sem titulo...'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-8449440979648551946</id><published>2009-09-11T09:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T09:12:28.637-07:00</updated><title type='text'>O ultimo sorriso</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;               Olhou longamente para a faca. A mesma lamina que cortava o pão também cortava a carne, também tirava o sangue. O corte era igual, a faca era igual, não importava que meu segurava seu cabo, no final, o serviço seria feito. Segurou-a com ternura, quase com afeto e pensou em quantas vezes já não passara por ela, em quantas vezes tinha feito questão de se mostrar forte, de se mostrar vivo. Um breve sorriso cruzou-lhe os lábios pouco antes do frio metal abrir-lhe a carne. Sentiu-se fraquejar, sentiu medo, sentiu o sangue rubro escorrendo na pele. Soltou enfim a faca e deixou-se cair ao lado dela.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;                A queda não doeu. Tudo parecia-lhe agora em câmera lenta. Pensou se seria realmente verdade que antes do fim sua vida passaria pelos seus olhos. Se assim fosse veria ainda muitos cortes, menores, escondidos, simbolizando cada perda, cada dor. Fechou os olhos com força para não ver. Sacudiu a cabeça e abriu-os novamente, nunca havia gostado do escuro e morrer com eles fechados não parecia-lhe um bom agouro. Riu. De que adiantaria um bom agouro agora?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;                 Seu corpo era coberto de marcas, cicatrizes, feridas antigas e tinha orgulho disso. Todos os cortes tinham sido feitos por ele, todas as marcas, todas as dores. Era um tolo, bem o sabia, mas um tolo orgulhoso. “Tenha fé, amor, esperança” cada mentira que lhe contavam, cada mentira que ele queria acreditar, cada uma delas se transformava numa faca, cada faca num corte, e esse, era apenas mais um, e ao mesmo tempo, o ultimo. Sem arrependimentos sorriu enquanto via o chão branco se tornar vermelho  sangue e por fim se entregou a paz da morte.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;nada que um cd do los hermanos não resolva ^^&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-8449440979648551946?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/8449440979648551946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=8449440979648551946&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8449440979648551946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8449440979648551946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/o-ultimo-sorriso.html' title='O ultimo sorriso'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-7616996393978422518</id><published>2009-09-08T23:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T02:17:45.616-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='como pode ser gostar de alguem e esse tal alguem não ser seu...'/><title type='text'>Apenas Mais um de Amor</title><content type='html'>&lt;em&gt;                 E se a gente fechasse os olhos e esquecesse que o mundo existe? Se a gente ficasse bem quietinho, será que poderia ser? Se eu pedisse com força para o tempo não passar, você ficaria comigo no mesmo momento pela eternidade? E se a gente fugisse para onde ninguém pudesse nos ouvir e finalmente eu pudesse te falar o quanto eu gosto de você, e o quanto você faz de diferença na minha vida?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                Essas sentimentalidades não me são familiares, embora cheguem e entrem tão sem cerimônia que até me parecem antigas companheiras. Há quanto tempo não durmo, ou há quanto tempo não quero dormir já não sei mais, mas não me parece tão estranho assim querer continuar acordado só pra te desejar bom dia. Não me parece tão estranho assim te querer perto de mim o tempo todo ou querer tocar teu rosto ou querer beijar teus lábios.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                Me deito e observo as estrelas sem um pingo de sono. Não consigo deixar de me lembrar do teu olhar, do teu cheiro, e penso que mesmo que conseguisse, não iria querer. Penso se você também pensa em mim, penso se tudo isso é certo, penso em tanta coisa que você talvez nunca venha a saber. É como se meus pulmões se enchessem de suspiros, como se o frio na barriga se tornasse uma condição natural, como se de repente eu sonhasse todos os sonhos de uma vez só e sentisse explodir dentro de mim todas as alegrias a cada sorriso que me dás.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                E sentir tudo isso, de forma tão plena e tão de súbito, é como navegar sem leme em mar aberto, como ser entregue aos caprichos do destino, como perder todas as palavras e só encontrar significados em você. Você que me faz entender poesia, que me ensina a ouvir canções de amor, que me dá asas mas não me ensina a voar. Ó céus, digo em secreta suplica, que sentimento tão arrebatador e incompreensível é esse que chamam de amor, que euforia imensa e doce pesar, que assombroso medo ele me causa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                Medo sim, de que tudo suma, ou volte a ser como antes. Medo de não ver outro céu tão azul ou “sinal” tão verde. Medo de que você leve embora os sons, os gostos, as cores, de perder algo como nunca tive, de perder algo que ainda não tenho, que nem sei se vou ter. Medo de não sentir mais o aperto no coração na hora de dar tchau. Medos que vieram junto com essas sentimentalidades e com essa ânsia de você, com esse querer desenfreado que não respeita nem mesmo minhas regras, que não me deixa hesitar, que me atira de encontro ao desconhecido de você.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                E ainda agora eu me pergunto, que certeza resta além da certeza do querer? Que desejo além do desejo de você? Que pensamento, que idéia? Até que ponto isso ainda é opcional? E ainda não tenho certeza se quero saber as respostas...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;P.S. o titulo é o mesmo da musica sim, tem algum problema com isso... então não me processa que eu sou pobre, me avisa e eu mudo ^^&lt;br /&gt;P.S. 2 - Isso tudo é culpa dela.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-7616996393978422518?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/7616996393978422518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=7616996393978422518&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7616996393978422518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7616996393978422518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/apenas-mais-um-de-amor.html' title='Apenas Mais um de Amor'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-3244808996517595807</id><published>2009-09-07T23:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T23:12:04.070-07:00</updated><title type='text'>A Ultima Revoada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Este relato escrevo, para a fé de todos os pequenos, para a continuidade de nossa crença, para a continuidade de nosso mundo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;A Ultima Revoada&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;                E chegará o dia em que irmão lutara contra irmão, povo contra povo, nação contra nação. Chegará o dia em que o dinheiro não poderá mais comprar paz, que todos os pactos mágicos serão desfeitos e que a própria essência do amor se extinguira. Estamos perigosamente perto desses dias. Mas esse não será o fim dos tempos. O Tempo é muito velho pra morrer por causa de crianças perdidas... Chegará o dia em que o sol já estará vermelho, e as únicas sombras que se farão ao vê-lo serão a das ruínas do que construímos. Nesse dia, o deserto terá comido as florestas e os mares estarão secos, e toda vida, contada. Esse dia, o dia dos netos de nossos netos, será um dia de horror e glória, pois entre as frestas de seus esconderijos, eles irão ver as borboletas da ultima revoada. Elas serão o presente final de nossa adorada mãe, e cobriram o horizonte em cores radiantes. E com suas cores restaurarão aos poucos cada canto da terra, semeando a natureza novamente e trazendo de volta o brilho da fantasia. E eis que nesse dia também muitos morcegos se levantarão, e, negros como a noite, irão ao encontro as borboletas e, como já disse, será irmão contra irmão. E dessa batalha, não sobraram borboletas ou morcegos, mas de seus corpos, a gota da esperança frutificará, e os netos de nossos netos poderão enfim caminhar no jardim de um novo édem.&lt;br /&gt;                Todos somos borboletas e morcegos. Todos têm dentro de si a centelha divina da escolha. E por vezes pode parecer que não temos escolha, e que ser bom é ser frágil, e que cada vez existem menos borboletas do que morcegos, entretanto, é necessário que haja nesse mundo, um pouco dos dois. Procurem suas asas, seja através das palavras, da musica, de um outro alguém, não importa, achem seu motivo, sua razão, e verão quanta força cabe dentro das asas de uma borboleta. Só assim um dia poderemos voltar a ter o que estamos destruindo. Por mais trágicas que sejam as noticias, por mais irmãos que caiam antes da hora, não esmoreçam. Nós somos os filhos de Gaia, e triste é a época que vivemos, mas nosso dever, assim como o dos que vieram antes de nós é prosseguir sempre, lutar sempre.           &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;               Assim falou Visão No Fim, o pajé dos últimos dias.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;      &lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;   Eu sei que ter esperança frente há alguns atos é complicado e que as vezes a raiva e o medo falam mais forte, mas não podemos nos abater, nem desistir, ou jamais veremos no mundo a felicidade que almejamos. Meus pensamentos ao Kizzy, e qualquer apoio que eu possa dar. Pra quem não sabe o que aconteceu, ninguém melhor que ele pra contar: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.kizzyysatis.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.kizzyysatis.blogspot.com/&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; .&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-3244808996517595807?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/3244808996517595807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=3244808996517595807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/3244808996517595807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/3244808996517595807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/ultima-revoada.html' title='A Ultima Revoada'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-2433327619932859524</id><published>2009-09-06T01:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T01:33:04.116-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='para ela.'/><title type='text'>Na h.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A sola emborrachada da bota de combate esparramou a água da poça. Eram dias chuvosos aqueles, dias sem esperança. A vida perdia, dia a dia, um pouco mais do brilho dourado da fantasia. Tudo era cinza, preto, branco, e chuvoso. Estava apressado.Lord Baxter era um bom anfitrião, mas o horário do convite já havia passado a um certo tempo e ele não queria deixar uma má impressão.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carros passavam apressados na avenida e as estrelas pouco a pouco venciam as nuvens e se faziam ver no céu escuro. A biblioteca era apenas algumas quadras do metro mas ele ainda tinha que passar na lanchonete. Aniversários são muito inoportunos as vezes, pensou enquanto cumprimentava seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Atravessou a porta de entrada, a festa, ao que parecia ainda não tinha começado. Um peso lentamente caiu de suas costas. A mochila de campanha era pesada. Apresentou-se há alguns convidados, reconheceu outros. Todos como o mundo lá fora, cada vez menos brilhantes, cada vez mais velhos. Era triste perceber isso. As mascaras do baile entretanto prometiam. Quem sabe ao esconder-se do mundo não pudessem reencontrar a fagulha fantástica que os fazia acreditar na beleza do mundo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, comeram, mas já era tarde. O live começaria as 22, ou era isso que dizia o convite, e agora já eram 23. “Vamos de todo jeito – disse - quem sabe não tem algo de divertido pra fazer lá?Já estamos aqui mesmo.” Atravessaram as portas de vidro e viram as pessoas ainda se organizando. Parece que daria tempo. Ele se livrou de sua mochila e apressou-se em conhecer os narradores, afinal, se eles não fossem legais, a noite seria longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As luzes se apagaram, o baile estava para começar. O ambiente escuro evidenciava os brilhos das mascaras, e, em menor proporção, o das pessoas. As velas deixavam o ambiente ideal. Mas havia algo q brilhava desproporcionalmente. Algo como uma aurora que inundava o salão de luz, e foi então, que em um relance, ele a percebeu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens foram distribuídos, ainda havia algum tempo para decorar nomes e objetivos. Parada estratégica no banheiro. Agora era a hora, não havia ninguém perto. Aproximou-se sorrateiramente da mesa e atacou os biscoitos, pura gula, acabara de comer. Lembrou-se disso no segundo biscoito e ficou em com um misto de vergonha e preocupação, afinal, como costumava brincar, não era fácil manter o corpinho sexy. Começou então a se afastar da mesa, quando compreendeu que seria mais difícil de sair dali do que parecia, afinal, muito mais do que os biscoitos, os encantos de perto da mesa eram outros, ou melhor, outra, no singular e no feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A luz vinha dela. Mas de onde vinha ela? Apareceu assim, sem maiores explicações, sem mascara, sem idéia de que sua presença ali por si só já mexia com seu corpo inteiro. Em todas as batalhas, diárias ou fictícias nunca tinha ficado assim, com medo de respirar, pois o mais simples respiro poderia sumir com tudo e jogá-lo de novo na escuridão. Talvez não houvessem palavras terrenas para descrever sua pele clara, seus lábios vermelhos, seus olhos... ninguém parecia notá-la, ninguém conversava com ela, todos atrás de suas mascaras, quase como escondidos, o que levou-o a pensar que ela poderia ser um fantasma. Como poderia ser assim, banhada no brilho dourado, se não fosse de outro mundo. Retomou o fôlego e dirigiu, com receio e esperança, o primeiro passo na direção dela&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já há vira antes, e ali estava ela de novo, como o fantasma do natal passado, como um assunto mal resolvido. E talvez fosse mesmo. De uma forma ou de outra, ele não sairia dali tão cedo, não poderia nem se quisesse, era quase magnético, como se não mais pudesse levantar-se daquele banco, afastar-se dela. Era como um veneno, como um ataque cardíaco e era assustador. Teve a impressão de que tudo momentaneamente sumira, de que entrara em uma “existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”. Agradeceu mentalmente a “Eça” pela citação. De fato, ela era linda, e... e... estava vindo em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou para &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ele&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Eram dois, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;eram um&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A vida os tinha colocado no mesmo barco, e agora, empa&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;tados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;em&gt;encantavam-se perdidamente pelo mesmo som&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Musica clássica para um. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O canto da sereia para o outro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. O que seria daqui para frente era um mistério, &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;uma batalha irremediavelmente perdida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, para qual caminhavam, o pseudo escritor, &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o pseudo soldado de chumbo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, e dali pra frente, bom, &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;dali pra frente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, só podemos esperar &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;que tudo tenha dado certo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que tudo dará certo. E esse não é um fim, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mas talvez seja um começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;sem maiores comentarios esse...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-2433327619932859524?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/2433327619932859524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=2433327619932859524&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2433327619932859524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2433327619932859524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/na-h.html' title='Na h.'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-5797476066365101256</id><published>2009-09-03T14:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T14:48:28.474-07:00</updated><title type='text'>O jorro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O tempo passou e não foi sem um lento ardor que as feridas começaram a cicatrizar. Feridas que eu fiz, admito, mas que fiz com a sua faca. Sangue quente que eu derramei em teu nome. Juras eternas que se estilhaçaram contra a parede. Não, não foi minha mão que as arremeçou. O teu gosto amargou minha boca, e como remédio e veneno, foi aos poucos me livrando de você. Sua insistência era tão grande, mas minha inocência era maior. Foda-se. Agora acabou. Acabou como ânsia, como dor, como um olhar que a realidade secou. O sangue ainda flui, a ferida ainda lateja, mas o que antes era vontade agora se torna uma repulsa espinhosa, que vem do fundo do meu ser, bem onde você se escondeu, rasgando e limpando, tirando você daqui, de dentro de mim. A diferença? A diferença é que agora a decisão foi minha. A diferença é que agora quem vai perder é você. Eu fiz minha parte. Eu fiz a sua parte. Agora já foi, se quebrou. Eu finalmente vomitei os cacos, e agora, eles são seus. Parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"she told me no, I cry te amo" - Rihanna&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-5797476066365101256?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/5797476066365101256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=5797476066365101256&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5797476066365101256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5797476066365101256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/09/o-jorro.html' title='O jorro'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-5460000754083966167</id><published>2009-08-11T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T12:18:42.377-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porque as vezes tentamos voar...'/><title type='text'>and I wonder...</title><content type='html'>O silencio gritava em seus ouvidos e não importa o quanto enfiasse o dedo na garganta, não conseguiria vomitá-la. Não. Ele pagou para ver, correu o risco, riscou a pele, rasgou a carne, perdeu a alma, e agora o doce do beijo dela ia azedar em boca por um longo tempo.&lt;br /&gt;Não adiantava esperar, sabia que nutrir esperanças era só enganar a si mesmo e se odiava um pouco mais a cada telefonema, a cada mensagem, que ansioso esperava ser dela mesmo sabendo que não seria. Merda. Estava prostrado, e cada tentativa de se levantar resultava apenas de mais dor, em mais sangue, sangue que já não tinha mais de onde tirar.&lt;br /&gt;Queria gritar sua dor. Queria arrancá-la e jogá-la nos jornais, nas revistas. Queria que o mundo inteiro soubesse, mas o silencio, o silencio gritava mais alto, gritava que ele sobreviveria, que se levantaria e isso, isso lhe oprimia o espírito ainda mais que os cortes e a dor porque levantar-se significava esquecer, e ele ainda não queria esquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"love is not a victory march, it's a cold and it's a broken hallelujah"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-5460000754083966167?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/5460000754083966167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=5460000754083966167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5460000754083966167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5460000754083966167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/08/and-i-wonder.html' title='and I wonder...'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-2817752262837709781</id><published>2009-08-03T13:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T13:47:25.552-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='is going by'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='time'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='so much faster than I...'/><title type='text'>lembranças de uma despedida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;Ela colocou o primeiro pé no onibus. Ele respirou mais fundo como para desfazer o nó que lhe apertava o peito e ameaçava subir garganta acima.&lt;br /&gt;Lembrava de cada detalhe. Lembrava da mão, do toque, do beijo.Lembrava do cheiro, do gosto, do desejo. E por mais coisas que a vida lhe ensinara até então, ainda agora, com ela indo embora, sentia-se surpreso e irremediavelmente bobo. Era incapaz de descrever aquela sensação, de lhe dizer como fora incrivel aquele dia. Era incapaz de sequer lhe segurar mais uma vez e pedir que ficasse.&lt;br /&gt;Se esqueceu por um momento de respirar quando a silhueta dela desapareceu na porta. Pensou em quantas vezes ela lhe tirara o folêgo. Pensou em cada sorriso que ela dera, cada olhar, cada vez que ela se virava envergonhada... é, foram muitas vezes...&lt;br /&gt;Seria esse um daqueles momentos em que as pessoas geralmente dizem "se eu morresse agora, morria feliz"? E embora ele soubesse que a vida ainda estava no começo e que era absurdo resumir ela a uma pessoa, não podia se furtar tal pensamento. Não se fosse honesto consigo mesmo pelo menos.&lt;br /&gt;Voltou a respirar num soluço. O onibus agora manobrava, logo deixaria a rodoviaria.&lt;br /&gt;Ela não estava na janela...&lt;br /&gt;"O tempo vai passar rápido" dizia ela. Passar rápido pra que, passar rápido pra quem? Ele não havia perguntado. É lógico, o tempo, a distancia, muito conspirava contra, pouco a favor. O tempo passa, o onibus se distancia. Não sabia se ela se lembraria dele quando chegasse em seu destino, mas ele, por mais masoquista que pudesse parecer, lembraria dela. Pegou o cheiro do cabelo, o ultimo beijo e o ultimo olhar e guardou, em um lugar onde nem o tempo pudesse atingir. Abriu os olhos e lentamente começou a caminhar. Lembrou que não gostava de lógica e desejou que aquela história só estivesse no começo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-2817752262837709781?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/2817752262837709781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=2817752262837709781&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2817752262837709781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2817752262837709781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/08/lembrancas-de-uma-despedida.html' title='lembranças de uma despedida'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-5921115263959886433</id><published>2009-08-02T00:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T00:45:17.879-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu sei...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não foi a melhor coisa que já escrevi'/><title type='text'>3 em 1, ou, O Leite.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Havia urgencia em seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Seus passos eram lentos - havia muita gravidade - e seu objetivo estava longe, quase inalcançavel.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Havia urgencia em seu espirito.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muitos copos, cobertos com agua, permaneciam ao seu redor, mas na distancia, havia um que tinha Leite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;E era como se cada célula em seu corpo queimasse em brasa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E naquele estranho corredor, sempre que se aproximava, o chão vibrava com o peso de seu corpo e o copo caia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São assim as noites de quem muito deseja, disse-lhe a psicologa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas era como se cada célula em seu corpo queimasse em brasa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Mas ela não entendia a importancia do Leite, o copo não entendia a importancia do Leite e até o Leite duvidava da própria importancia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E muito tempo se passou, e muitas vezes ele chegou perto, e muitas vezes mais o copo caia sem que seus dedos pudessem toca-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Leite, ela perguntou em outra seção, porque Leite, ou melhor, porque aquele Leite?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E em seu desassossego, desolado, percebeu que nunca poderia explicar, e que mesmo que pudesse, de nada serviria visto que seu Leite, objeto de tanta estima e desejo parecia cair não pelo tremor, mas por vontade própria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Então, sem muito porque, o cansaço lhe atingiu e ele não quis mais o Leite.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nesse dia, ele não correu. Nesse dia, o copo não caiu, continuou distante, continuou frio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Por um breve momento ele quis estilhaçar o copo em suas mãos e ver o branco do Leite se tornar vermelho com seu sangue.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por um breve momento ele quis que todo aquele maldito corredor simplesmente explodisse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;E foi isso, segundo sua psicologa, que o libertou. Agora ele estava curado.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Agora, ele estava livre. E ao olhar para tras pela ultima vez, viu o copo brilhar pela ultima vez, com seu Leite inalcançavel, sorriu amargamente, virou-se e acordou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;E ele nunca mais sonhou com o Leite.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E ele nunca mais sonhou com o Leite.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E ele nunca mais sonhou com o Amor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E ele nunca mais sonhou com o Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei, texto bom não precisa de explicação, mas como é a primeira vez que tento algo do genero... o objetivo, nas alternancias entre negrito e normal era criar 3 textos dentro de um, de tal forma que, lendo só o negrito se tem um texto, lendo só o normal se tem outro texto, e lendo os dois, se tem um terceiro texto, sendo que todos falam sobre a mesma coisa. Não ficou lá essas coisas mas é a primeira vez que eu tento algo assim, então f...-se&lt;br /&gt;bjos pra mim (pq eu sou egocentrico e um tanto besta as vezes)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-5921115263959886433?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/5921115263959886433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=5921115263959886433&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5921115263959886433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5921115263959886433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/08/3-em-1-ou-o-leite.html' title='3 em 1, ou, O Leite.'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-3833638621858250078</id><published>2009-07-29T22:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T22:45:15.341-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida como ela é'/><title type='text'>MORTE E VIDA DE JOSÉ ADAMASTOR</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;José Adamastor era um homem.&lt;br /&gt;E viveu a vida de um homem.&lt;br /&gt;Nasceu, estudou e morreu.&lt;br /&gt;Não se casou pois era feio.&lt;br /&gt;José Adamastor era simples.&lt;br /&gt;José Adamastor era comum.&lt;br /&gt;José Adamastor era um homem.&lt;br /&gt;E nada mais.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-3833638621858250078?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/3833638621858250078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=3833638621858250078&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/3833638621858250078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/3833638621858250078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/07/morte-e-vida-de-jose-adamastor.html' title='MORTE E VIDA DE JOSÉ ADAMASTOR'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-7413761858517544654</id><published>2009-07-25T21:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T21:32:25.099-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reclama com a sua mãe...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu escrevi um texto'/><title type='text'>Selvagem!</title><content type='html'>Selvagem! E não me quero de nenhuma outra maneira. Não quero regras, convenções. Não quero estigmas e gessos.Não quero grades nem conceitos.&lt;br /&gt;Sou, e isso me basta. Não quero que me analises, que me julgues, que me critiques. Não quero que me aconselhes. Eu não te pedi ajuda.&lt;br /&gt;Eu quero ser cada vez mais livre, cada vez mais transgressor. Sim, eu quero ser transgressor! Transgressor da tua sociedade,da tua falsa moral, da tua monogamia de fachada que fica de pau duro para qualquer prostituta transsexual. Eu quero viver e não ter de me arrepender por isso.&lt;br /&gt;Que se foda o seu Deus e as palavras ensebadas da tua velha oração.&lt;br /&gt;Eu quero respirar! E quero sentir cada movimento do meu peito. E quero sentir cada movimento do teu peito enquanto o fazes também.&lt;br /&gt;Eu quero correr nu na floresta de tuas regras. Quero ignorar tuas raizes. Quero sentir cada laceração que teus rijos galhos infligem no meu corpo e,quero que você venha comigo se ousar vir. E se vieres, te oferto no fim, o calice do meu sangue, tirado dos ferimentos que tu mesmo me fez, para que provesdo meu orgulho, e do gosto agridoce da minha falta de pudor.&lt;br /&gt;Livre enfim te convido, para ultrapassar os limites do tempo, do espaço, da razão e do bom senso, e, só então, amar, do jeito mais incontrolavel e inexplicavel que puderes. Amar com o coração puro e a alma livre. Amar a mim, e a todos os corpos que quiseres.&lt;br /&gt;Sem pressão. Sem cobrança.&lt;br /&gt;E ofereço um retorno igualmente livre, sem posses e reclamações. Sem desamores e azedumes. Sem rancor.&lt;br /&gt;Sei que ainda não estás pronto para isso. Também não estou. Me infectaste no mais intimo com teus ideais impossiveis e, vejo hoje, indesejaveis. Mas não, não falemos de impossibilidades. Não hoje meu amor. Hoje sejamos livres e aceitemo-nos por completo. Hoje calemos as bocas. Hoje eu quero o teu corpo, quero a tua lingua, quero aquele halito doce, aquele calor inebriante que sai de você e se perde em mim, e me perde de mim, e de você.&lt;br /&gt;Mas amanha, ah, o impertinente amanha que sempre nos interrompe e nos chama de volta a realidade do teu mundo, amanha discutiremos essa nossa pseudo-relação.&lt;br /&gt;Amanha você volta a razão e se resguarda, e eu, eu volto a minha loucura e me atiro de um prédio. Você, de volta para sua vida, e eu, para as páginas de Cervantes, para os campos onde não me canso de combater os moinhos que você levanta.&lt;br /&gt;Mas isso meu amor, só amanha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Sim, eu sei, eu demorei pra postar... e dai? Ninguem lê isso aqui mesmo...rsrsrs E sim, foi por preguiça, e sim, isso provavelmente vai acontecer de novo... Na verdade esse texto nem era pro blog, mas achei que ficou bacana então... divirtam-se ^^&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-7413761858517544654?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/7413761858517544654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=7413761858517544654&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7413761858517544654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/7413761858517544654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/07/selvagem.html' title='Selvagem!'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-6599596822834918678</id><published>2009-07-01T23:25:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T23:33:39.345-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Sem entender o porquê eu volto atrás; mesmo sabendo que, de agora em diante, um passo a frente equivale a um litro de alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;C.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-6599596822834918678?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/6599596822834918678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=6599596822834918678&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6599596822834918678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6599596822834918678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/07/sem-entender-o-porque-eu-volto-atras.html' title=''/><author><name>Mila</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lifPfl4twJs/S2EFmrebjOI/AAAAAAAAA3k/IEcldnGehsY/S220/26-01-10_2205%5B2%5D2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-5978634333778409326</id><published>2009-06-28T00:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T00:45:42.361-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kyrie'/><title type='text'>A peça</title><content type='html'>O publico ri lá fora, em grupo, eu rio aqui dentro, sozinho.&lt;br /&gt;Eu rio, transbordo, seco, alago.&lt;br /&gt;E é tudo coisa da minha cabeça.&lt;br /&gt;Aplausos, cortina, cena.&lt;br /&gt;Tem coisas que não dá pra começar de novo, isso é só na tv.&lt;br /&gt;Na tv...&lt;br /&gt;Na tv o mocinho fica com a mocinha.&lt;br /&gt;Na tv tudo acaba bem.&lt;br /&gt;Na tv o final é feliz.&lt;br /&gt;E eu acredito na tv.&lt;br /&gt;Mas isso é teatro.&lt;br /&gt;Aqui segunda chance é raro... terceira mais ainda.&lt;br /&gt;Mas se vida é um jogo, eu tenho vários “continues”.&lt;br /&gt;Ou pelo menos tento ter.&lt;br /&gt;A cena é rara.&lt;br /&gt;É linda.&lt;br /&gt;É difícil.&lt;br /&gt;Mais aplausos, menos risos.&lt;br /&gt;Ninguém disse que a peça era comédia.&lt;br /&gt;Oro em silencio e termino de amarrar a perna.&lt;br /&gt;Ela quebrou no ato passado.&lt;br /&gt;O sangue vaza, transborda, alaga.&lt;br /&gt;E ri de mim, que acho que sei de alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-5978634333778409326?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/5978634333778409326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=5978634333778409326&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5978634333778409326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5978634333778409326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/06/peca.html' title='A peça'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-6541036413095755682</id><published>2009-06-21T12:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T12:10:06.044-07:00</updated><title type='text'>sem titulo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AYqykaDUCAQ/Sj6FJIzggzI/AAAAAAAAADI/srwCwD4fXW4/s1600-h/4p0fj7t.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349859799391568690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AYqykaDUCAQ/Sj6FJIzggzI/AAAAAAAAADI/srwCwD4fXW4/s400/4p0fj7t.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AYqykaDUCAQ/Sj6Exa546II/AAAAAAAAADA/IeEfNnRYAkQ/s1600-h/angular_momentum.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E se eu fugir, se eu for embora, alguma coisa vai mudar?&lt;br /&gt;E se eu ficar, se continuar, alguma coisa vai permanecer igual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje é só o primeiro dia do inverno...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-6541036413095755682?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/6541036413095755682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=6541036413095755682&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6541036413095755682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6541036413095755682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/06/sem-titulo.html' title='sem titulo'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AYqykaDUCAQ/Sj6FJIzggzI/AAAAAAAAADI/srwCwD4fXW4/s72-c/4p0fj7t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-6026280399021066142</id><published>2009-05-28T19:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T19:42:30.177-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reclama com a sua mãe...'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='se não gostou'/><title type='text'>A culpa é da chuva</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Hoje chove no mundo, hoje chove também no meu mundo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pele de papel, veneno de metal. O maior dos cuidados ainda é pouco, a maior das ilusões não ilude tanto. Corro entre espinhos e me bato no vidro da janela. Não, não posso tocar a realidade lá fora, não posso chegar ao destino que eu queria, não posso, não devo, não quero, e mesmo não querendo, quero tanto que chega até a doer. Meus pensamentos se debatem e se chocam, como loucos completamente sãos em camisas de força se batem e se chocam com a parede acolchoada de uma prisão imposta para seu próprio bem. Bem?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Porque os homens buscam aquilo que não existe, aquilo que não se pode ter? Inventamos maquinas desnecessárias, criamos sociedades, erguemos impérios, mas aquilo que na lenda os Deuses cindiram de nós me parece cada vez mais irrecuperável. Porque buscamos a felicidade em uma vida que nada mais é do que acidental? Uma sequencia de acidentes me trouxeram até aqui, uma sequencia de tragédias. É na dor que a inspiração aparece, na necessidade que se resolvem  os maiores problemas, na morte e no caos que ressurge a vida. A vida é triste, depressiva, má. A vida dói, cada vez mais, como um teste maldoso colocado para ver o quanto suportamos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A carne é fraca. A carne rasga. Eu quero rasgar a carne. Quero rasgar o espírito. Quero rasgar tudo. Quero rasgar como me rasga seu veneno de metal. Sangue. Sangue para aliviar o peso, sangue para limpar os erros, sangue para alimentar os vermes. Sangue. Sangue e risadas. Risadas falsas de quem mente pra si mesmo. Risadas de quem acredita que se importa. Risadas pra quem acha que existe mais do que os laços de dependência social. Risadas pra quem acredita em amor. As risadas a gente guarda, sejam suas ou minhas, de você ou de mim, o sangue a gente derrama, derrama pelo mesmo corte que eu fiz em mim com as tuas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Droga.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As vezes tenho vontade de gritar. E continuar gritando, até que meu coração pare, até que minha carne se corroa, até que meus ossos se decomponham e nada mais sobre alem do eco desse grito. As vezes me enjôo e me enojo. As vezes não entendo. As vezes entendo até demais. As vezes eu queria que as pessoas fossem diferentes, mais honestas consigo mesmas, mais verdadeiras com os outros. As vezes eu queria que as coisas fossem melhores e que o sofrimento pudesse ser evitado. As vezes acredito que essas coisas são possíveis... acho que essas são as piores vezes. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas não acreditem em mim, é a chuva que me deixa assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem musica, sem frase, sem palavra e sem cuspe...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-6026280399021066142?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/6026280399021066142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=6026280399021066142&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6026280399021066142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/6026280399021066142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/culpa-e-da-chuva.html' title='A culpa é da chuva'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-42256050736901155</id><published>2009-05-23T14:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T15:11:36.532-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confuso? quem? eu? onde?'/><title type='text'>Certas Coisas...</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E de vez em quando ela reaparece. Aquela confusão de sentidos, aquela força animal que se esconde no fundo dos olhos. Aquela vontade de gritar até sentir a garganta raspar. Aquela vontade de continuar gritando até cuspir sangue. Não, eu não entendo. Não entendo nada. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As palavras rasgam seu caminho para fora de mim. Gestação involuntária que foge antes do tempo. Cruas. Cruéis. Elas jogam comigo, me fazem ver coisas que em silêncio não veria, coisas que por vezes não queria ver. Shhhhh.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Merda.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por que eu não escutei minha mãe? Por que falei quando não devia? Por que me joguei sem olhar pra baixo? Por que não lembrei que pra certas coisas não há cura? Não há palavras mágicas, nem saídas fáceis.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Maldito labirinto. Maldito jogo de esconde-esconde. Já te disse que não sei jogar, já te disse que só sei ME jogar. Sem máscaras, sem disfarces. A pele que você arranha não é substituível. As feridas que você cria não são artificiais.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não vou fechar os olhos. Não vou ignorar os rochedos no horizonte. Não vou tapar os ouvidos. Vou ouvir o teu canto de sereia. Vou sentir o teu poder arrastando meu corpo na direção dos rochedos. Vou sentir cada coral em que pisar. Cada água viva, cada banco de areia... Vou sentir cada gota de sangue que você me arrancar. Não vou tentar evitar nem fugir. Eu me entrego e você sabe disso. Agora é com você.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"e eu, já não tenho pra onde correr"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-42256050736901155?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/42256050736901155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=42256050736901155&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/42256050736901155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/42256050736901155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/certas-coisas.html' title='Certas Coisas...'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-4189012763395388626</id><published>2009-05-20T16:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T16:56:33.131-07:00</updated><title type='text'>depois do furacão</title><content type='html'>Ninguém arrumou a casa.&lt;br /&gt;O furacão passou, quebrou, rachou, sujou, e ainda assim ninguém arrumou a casa.&lt;br /&gt;Ainda tem cacos no chão, ainda tem comida caída pela cozinha.&lt;br /&gt;O furacão passou e ninguém arrumou a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida continua.&lt;br /&gt;A vida volta.&lt;br /&gt;Ainda existem o dia e a noite.&lt;br /&gt;Ainda existem coisas para serem feitas, prazos a serem cumpridos.&lt;br /&gt;Paro.&lt;br /&gt;Perco um dia.&lt;br /&gt;Arrumo o que posso.&lt;br /&gt;E ainda assim ninguém arrumou a casa. Nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu detergente não tira algumas manchas, minha vassoura deixa alguns cacos escaparem.&lt;br /&gt;O chão ainda é perigoso, ainda machuca se não se olha bem onde pisa.&lt;br /&gt;O furacão passou, e talvez um dia volte.&lt;br /&gt;A vida não passou.&lt;br /&gt;Penso o que é mais forte, o medo de um novo furacão ou a vontade de viver.&lt;br /&gt;Penso e continuo tentando arrumar a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa que ninguém arrumou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-4189012763395388626?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/4189012763395388626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=4189012763395388626&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/4189012763395388626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/4189012763395388626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/depois-do-furacao.html' title='depois do furacão'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-8454936683451960275</id><published>2009-05-18T16:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T16:38:59.455-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só porque escrevi agora não significa que vai virar uma rotina...'/><title type='text'>Da breviedade da vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nós somos feitos de pó, sombras e sonhos. Não é próprio do homem ser eterno, não é próprio do homem ser indestrutível. Será que um dia você vai perceber isso e então entender a minha pressa, o meu exagero, a minha vontade de que o amanha seja hoje e de que cada segundo seja infinito?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;O som irritante do telefone o acordou. Perdera a conta de quantos dias começaram assim. Mas esse não seria apenas mais um telefonema, esse não seria apenas mais um dia. A voz entrecortada o chamava para um lugar longe, para um lugar triste. Esse foi o ultimo dia de alguém.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Ainda da cama deu telefonemas, cancelou os planos. Levantou. Vestiu-se. Moveu-se pela casa como se o peso do mundo houvesse despencado sobre suas costas. Abriu o chuveiro de tormentas, banhou-se em saudades, secou-se em recordações. Escolheu, a despeito do céu azul e do calor abafado do dia, calça, camisa, sapato... preto, preto, preto... pretos como a disposição de seu espírito. Muniu-se de coragem e abriu a porta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;O mundo continuava igual. As pessoas apressadas, os carros velozes. O dia seco secou sua boca, rachou seu lábio. Entrou no carro. Todos estavam quietos, pesarosos, como se a própria morte estivesse acomodada no carro. Rompeu o silencio, não porque o agradasse, mas para tirar do fim o pensamento dos mais velhos. Inútil. O carro parecia mais rápido do que ele e, tão logo entrou no carro, tão logo chegou, ou assim lhe pareceu.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;O olho ardeu, ao ver o mundo sem a proteção do “insulfilm” do carro. Divisou a distancia alguns parentes nas escadas da casa funerária. Aproximou-se. As lamentações, cada vez mais próximas lhe perturbavam o espírito. Seria ele o único ali que via no falecimento o termo das dores da falecida? Recebeu pêsames, deu pêsames.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;O caixão era pequeno, parco. A pessoa que ele conhecia não era a que estava ali. Não, recusava-se a acreditar que aquela casca deformada fora uma vez a pessoa cheia de vida a quem viera prestar seus últimos respeitos. Até os mais fortes choravam, mas ele não derramou uma lágrima. Insensível.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Viu o velho padre recitar as mesmas palavras de um outro funeral qualquer. Viu pessoas que a muito não prestavam a devida atenção a defunta se aglomerarem a sua volta e repetirem as mesmas palavras gastas do padre. Oração velha, oração sebosa, oração impessoal. Achou por um momento que talvez aquele um dia viesse a ser seu fim, cercado de amigos já desconhecidos pelo tempo, tendo sua alma encomendada por qualquer padre, mais por serviço do que por compaixão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Retirou-se, e ao se retirar percebeu os múltiplos assuntos que se comentavam naquele momento de respeito. Viagens, trabalho, namoro. É, a vida não para, não presta homenagem. Não é do ser humano amargurar-se pela desgraça alheia. Saiu. O sol continuava forte, os carros continuavam velozes, as pessoas continuavam apressadas. Decidiu não acompanhar o funeral até a falecida ser coberta de terra.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Olhou mais uma vez a casca, olhou mais uma vez os parentes. Sentiu um pequeno nó na garganta pois sabia que ainda veria muitos deles nessa posição antes de ser sua vez de atravessar o véu. Ainda assim não chorou. Sentiu, entretanto, cada lágrima daquela sala, cada pessoa que não seria capaz de consolar, cada perda que não seria capaz de repor. Sofreu por isso, sofreu por elas, e por instantes invejou a falecida, que, supunha agora não mais sofrer. Lembrou de tudo o que havia deixado, de tudo o que ainda queria fazer, de tudo que ainda queria conhecer, e então sofreu por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prefiro acreditar no que não acredito e fingir que existe um céu lá em cima esperando por nós... prefiro fingir que esse não é o fim... prefiro fingir que não estou morrendo nesse exato momento e que ainda tenho muito tempo pra fazer tudo o que quero.&lt;br /&gt;É minha velha... agora é esperar pra ver se a gente vai mesmo se encontrar lá em cima... descanse em paz e, um dia quem sabe, a gente se vê de novo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-8454936683451960275?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/8454936683451960275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=8454936683451960275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8454936683451960275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8454936683451960275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/da-breviedade-da-vida.html' title='Da breviedade da vida'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-8494012911322721024</id><published>2009-05-15T08:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T08:15:08.591-07:00</updated><title type='text'>Dori me, Ameno, Dori me ... ou... Do Exagero</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Me levem daqui, me levem de mim, eu não sou uma boa companhia pra mim mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Finjo ser mais leve que o ar, e disfarço a realidade com a matéria dos sonhos. Sombra e pó. Pulo sem ter nada a frente a não ser o céu azul. Não vejo as coisas que se escondem entre o ele e a terra, mas sei que estão lá, e como um estudante procura as respostas eu procuro esse lugar idílico fora de mim, tendo a certeza de que ele existe única e exclusivamente porque quero que exista. Jogo tudo pro alto comigo e no instante em que meus pés se descolam do chão o medo do salto se vai.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; Aproveito a queda enquanto ela assim o é. Vôo desafiando as leis da natureza, e com as mesmas asas que Dedalos fez para si e para seu filho, provoco os Deuses e busco meus desejos entre as nuvens e o sol. Agarro-me na crina do cavalo selvagem e deixo que ele me guie pelas trilhas tortuosas da vida ao seu bel prazer, exigindo apenas que seja rápido. Não anseio pelo fim do caminho, nem pelo fim do vôo, mas a lentidão da conformidade me incomoda. Grito, corro, vôo. Dispo-me de minhas defesas para que mais leve, mais e mais perto do sol eu chegue. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Caio, assim como Icaro caiu, com as asas derretidas pelo calor invejoso de Apolo. Caio, e sem minha proteção me choco e estilhaço no contato com o frio chão da realidade. O hálito do possível ainda brinca com meus sentidos enquanto os carniçais arrancam o resto de minhas asas e devoram minha carne com os dentes de mundo cinza e sistêmico.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Me amarram, tentar me dobrar. Tentam fazer com que eu esqueça meus delírios, tentam fazer com que eu seja normal... Feito um anjo afastado da graça sofro, mas não esqueço. Nunca esquecerei, nem desistirei. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Eu vivo o exagero, escolho-o de novo e mais uma vez. Fujo dos carniçais e lentamente começo a me recuperar. O tempo não vai me esperar, e como não sei o quanto ainda tenho, começo a tecer minhas novas asas, ciente de tudo isso pode acontecer de novo. Uma ponta de medo aparece no horizonte dos meus pensamentos. Não, não é fácil ser assim exagerado. Não é fácil cair e ainda no chão se preparar para cair de novo. As dentadas dos carniçais deixam marcas. A realidade deixa marcas, no corpo e na alma. Vejo com o tempo meu corpo ficar pesado, perder velocidade e o brilho lentamente foge dos meus olhos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O hálito do possivel, (ou seria do impossível?) teima em fugir de mim, como a idade teima em alcançar Peter Pan, mas teimoso como ele continuo buscando esse hálito, cada vez mais distante. Sei que um dia não vou conseguir mais fugir dos carniçais. Sei que um dia a dor da queda vai ver grande demais, que a realidade vai rasgar minha pele, abrir minhas veias, destruir tudo por dentro e me despedaçar em mil pedaços alienados e inconscientes. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas o exagerado é como um cometa que risca o céu na noite escura e brilha mais forte que todas as estrelas. De longe é lindo, de perto é um corpo que queima no frio do espaço, de longe desaparece no céu, de perto quebra, se estilhaça...esse é o destino do exagerado, uma vida intensa, ainda que breve... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas e ai, quem quer pular comigo? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Musikitas:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“é a própria fé o que destrói, esses são dias desleais”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“sou eu caindo num precipício, você passando de avião... você olho e fez que não me viu, foi como se eu não estivesse ali... vai ver que a confusão fui eu quem fiz fui eu....”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“havia inocência em seu sorriso, enquanto caminhava rente ao precipício... estava calmo por acreditar em perfeição... tão certo, como flores no deserto... real como as miragens da paixão”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Eu queria ver o escuro do mundo, onde está tudo o que você quer”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“o preço que se paga as vezes é algo demais”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“eu fui sincero como não se pode ser...”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“pra que te espero de braços abertos se você caminha pra nunca chegar?... você diz que é pouco e pouco pra mim não é bobagem... então me lanço, me atiro em frente ao seu carro e ai você decide se é guerra ou perdão, se na vida eu apanho outras vezes eu bato, mas trago minha blusa aberta e uma rosa em botão... eu só quero lembrar de vc até perder a memória”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Tá... isso tá ficando maior que o texto, melhor parar por aqui.^^&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-8494012911322721024?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/8494012911322721024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=8494012911322721024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8494012911322721024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8494012911322721024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/dori-me-ameno-dori-me-ou-do-exagero.html' title='Dori me, Ameno, Dori me ... ou... Do Exagero'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-1034935597238772752</id><published>2009-05-13T16:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T16:57:02.891-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só porque escrevi agora não significa que vai virar uma rotina...'/><title type='text'>desculpas ofensivas que causam mais do que consertam</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Eu queria tanto escrever o que tá na minha cabeça agora... as palavras parecem querer rasgar a minha pele e sairem ao mundo por conta propria, mas o que queria dizer não posso, não dá... até tava tentando algo, mas queria fazer uma referencia e to longe do livro... prometo que se eu chegar em casa eu escrevo...&lt;br /&gt;peço desculpas por naum escrever&lt;br /&gt;desculpas que não vão ser lidas&lt;br /&gt;desculpas indevidas pq não tenho a menor obrigação de postar&lt;br /&gt;alias, não acostumem, fantasmas que leem o blog, pq esses meus ultimos posts são um caso raro, não uma retomada... se ao menos tivesse talento....;P&lt;br /&gt;a... vai se catar... vai me catar, sei lá...&lt;br /&gt;mas amanha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"bem que vovó me dizia... desgraça pouca é bobagem... ou seria misery loves company"?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-1034935597238772752?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/1034935597238772752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=1034935597238772752&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/1034935597238772752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/1034935597238772752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/desculpas-ofensivas-que-causam-mais-do.html' title='desculpas ofensivas que causam mais do que consertam'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-303111291048618882</id><published>2009-05-11T23:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T23:27:58.776-07:00</updated><title type='text'>Liberdade e Vodka, ou A Noite da Besta</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Tem dias que não suporto ver a luz. Dias em que o calor e o riso das crianças no parque me parecem cordões em um teatro de bonecos. Eu não gosto de bonecos. Nem de cordões.&lt;br /&gt;Me visto com pressa, mesmo sabendo que hoje é um daqueles dias, mesmo sabendo que hoje eu não vou conseguir fugir.&lt;br /&gt;Saio.&lt;br /&gt; As ruas estão vazias. Nada alem de ladrões e prostitutas povoam as esquinas. Perigo? Nenhum. Hoje eu sou um deles, um pária, um perdido.&lt;br /&gt; Caminho sem rumo na tentativa vã de acalmar os fantasmas do meu armário, de afugentar o monstro dentro de mim. Inútil.&lt;br /&gt;Meu olhar vaga, opaco, escuro, a procura de alguma coisa onde possa descarregar esse ódio que meu peito encerra. O coração acelera. Dentro de mim pensamentos se chocam com a força de uma tormenta, explodem, chispam e fogem como fogos de artifício em fúria.A vida me agride, eu agrido a vida. Simples assim. De que adianta afinal tudo isso? Todo o pensamento, todo o saber? De que adiantam todos os planos se essas malditas cordas ainda nos controlam?&lt;br /&gt;Chego no bar, sujo, velho, corroído por insetos e pessoas. Peço vodka. Um gordo suado atrás do balcão me dá um copo, exijo a garrafa. Uma prostituta sexagenária me observa. Podia ser minha mãe, quem sabe minha avó, mas seu olhar não está na minha idade, está na minha carteira. Dinheiro, dinheiro pela vodka, dinheiro pelo sexo, dinheiro para sustentar suas jóias ensebadas e sua maquiagem mal aplicada. Vida. Isso é vida. Vaidade, afetação, egoísmo, orgulho, vícios, ira, ira, ira...&lt;br /&gt;Pego a garrafa, pago o gordo (que me sorri com seus dentes podres), ignoro a puta. A besta precisa andar, e como uma fera aprisionada, uivo na rua. Bêbado? Não o suficiente. Ando agitado oscilando entre a parede das casas e a rua. Casas de família, bairro decente. Podre, corrupto, devasso.&lt;br /&gt;Os cordões me prendem. Os malditos cordões ainda me prendem. Enlouqueço. Seriam todos como eu? Seriam todos felizes e sorridentes a luz do sol, inventando mesuras, fazendo agrados, vivendo “suas” vidas? Bateriam todos no peito, como eu, dizendo que são senhores de seus destinos? Que conseguem o que querem? Que vivem a vida do jeito que acham melhor?&lt;br /&gt;Uma tempestade desaba sobre a minha cabeça. Clarões iluminam as ruas só para jogá-las novamente na escuridão, cada vez mais escura, cada vez mais profunda. Hoje é a noite da besta.&lt;br /&gt;Só por esta noite eu quero esquecer a minha educação. Só por esta noite eu quero esquecer a sociedade. Só por esta noite eu quero viver livremente, obedecer a cada desejo, realizar cada fantasia. Só por esta noite eu não quero pensar no próximo. Não quero lembrar do que minha mãe me ensinou. Não quero ser o bom garoto. O bom garoto é falso, é vendido. Fachada decadente de uma sociedade inescrupulosa. Ele é como eu. Ele sou eu. Ele sou eu em todas as outras noites, em todos os outros dias. Contido. Restrito. Só por essa noite quero ser besta-fera. Só por essa noite quero me confundir comigo mesmo, dar asas ao monstro aprisionado, aceita-lo, solta-lo, e então como ele, ser livre.&lt;br /&gt;Grito com toda força que ainda tenho, na esperança de que esse grito me liberte, na esperança de que algum deus misericordioso me fulmine aqui, nesse momento, destruindo a minha vida, mas me livrando desses cordões, dessa cela de privações. Grito, mas nenhum deus responde. Ouço uma voz vinda de uma das casas me mandando calar a boca. Meu sobretudo está encharcado. Meu cabelo, desgrenhado, atrapalha minha visão. Minha vodka no fim.&lt;br /&gt;Penso na prostituta e na sua “beleza” comprada. Penso no sorriso podre do gordo dono do bar. Penso no sorriso das crianças no parque. Penso, e rezo em silencio para esquecer essa noite. Rezo para me conformar... me conformar com a vida que eu sempre quis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;... acho que afinal o mundo não é como me ensinaram, mas acho também que não vai ser tão fácil me livrar dessa visão pré concebida dele, e que isso ainda vai me fazer sofrer muito...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-303111291048618882?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/303111291048618882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=303111291048618882&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/303111291048618882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/303111291048618882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/liberdade-e-vodka-ou-noite-da-besta.html' title='Liberdade e Vodka, ou A Noite da Besta'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-8623947382330224900</id><published>2009-05-10T20:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T20:50:16.195-07:00</updated><title type='text'>Keep Walking, Jhonnye Walker</title><content type='html'>Eu ando.&lt;br /&gt;Ando por um deserto, sem ter nada a minha frente ou ao meu redor, sem sequer ter a minha própria sombra como companhia.&lt;br /&gt;Ando solitário, cercado por imagens que eu julguei serem pessoas, mas agora sei que são apenas fantasmas, muitos deles criados por mim mesmo.&lt;br /&gt;Ando descalço, sinto cada pedra no caminho, cada espinho. Ando e sinto com toda a intensidade cada pequena situação, alegre ou triste, e continuo andando.&lt;br /&gt;Não corro. Sei que o futuro está a minha frente, mas também sei que ele vira, inexoravelmente, no seu tempo.&lt;br /&gt;Ando cantando. E cantando, sozinho entre meus fantasmas, canto a musica mais bonita que conheço. Canto para as pedras do caminho, para o vento em meus cabelos, e agradeço que sejam surdos pois a musica em meus lábios é, por vezes, muito feia.&lt;br /&gt;Ando incerto, em círculos, errado e eternamente errante, carregando comigo todos os erros que cometi, e mais vida do que posso agüentar.&lt;br /&gt;Ando.&lt;br /&gt;Ando e olho para trás. O lobo negro ainda está lá. Paciente sabe que serei sua próxima refeição. Paciente espera a chegada da noite. Paciente espera que a minha água acabe.&lt;br /&gt;Ando, porque é tudo que posso fazer. Porque é tudo que sei fazer. Porque é tudo o que faço, querendo ou não. Ando porque estou aqui, andando.&lt;br /&gt;Ando.&lt;br /&gt;Ando principalmente para te encontrar. Ando para partilhar com você meu deserto e meus fantasmas. Para compartilhar meus defeitos e minha musica ruim. Ando porque, no fundo dos meus olhos, onde moram meus sonhos, finos como a areia sob meus pés, mora também a esperança de que você também ande, e de que um dia, perdido em teu olhar, não mais veja o vazio do deserto, mas sim nossas pegadas na areia.&lt;br /&gt;Eu simplesmente ando.&lt;br /&gt;Ando e escrevo bobagens na areia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-8623947382330224900?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/8623947382330224900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=8623947382330224900&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8623947382330224900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/8623947382330224900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/keep-walking-jhonnye-walker.html' title='Keep Walking, Jhonnye Walker'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-2749523073126968481</id><published>2009-05-10T00:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T00:27:11.089-07:00</updated><title type='text'>O lado esquerdo não mordido do pêssego caído no quintal da tia do primo da minha vizinha</title><content type='html'>&lt;em&gt;Hoje me disseram que eu invento as coisas. Que eu sinto coisas que não existem mas escolho tentar me enganar dizendo que elas existem. Fico pensando se isso é verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o pêssego caído no chão. Meio mordido. O que significa isso? Nada eu acho, não significa nada, mas ainda assim sinto a necessidade de analisar, de dar significado, de ver ali, não só um pêssego caído sem motivo. Penso. O pêssego é avermelhado, no formato de um coração. Coração mordido, dilacerado. Mordido por uma boca estranha, desconhecida, cheia de ânsia pelo coração, procurando sugar o doce néctar de sua existência. Boca vampira. Boca frustrada. O néctar era de pêssego, não de sangue, não de coração. Cospe, joga fora, rejeita. E o coração cai. Transborda na terra. Atrai as formigas. Era doce afinal de contas.O pêssego era de uma arvore que fica no quintal da tia do primo da minha vizinha... mas isso não faz diferença faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos pêssegos mordidos não trago no bolso do casaco? Quantos corações cuspidos? É, eu queria mesmo que fosse tão simples, só inventar coisas, tão... fácil. Queria que gostar de você fosse uma invenção. Queria que na minha invenção você também gostasse de mim. Queria que você não fosse uma invenção. Queria você...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-2749523073126968481?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/2749523073126968481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=2749523073126968481&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2749523073126968481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/2749523073126968481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2009/05/o-lado-esquerdo-nao-mordido-do-pessego.html' title='O lado esquerdo não mordido do pêssego caído no quintal da tia do primo da minha vizinha'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-4337704498918865399</id><published>2008-07-18T09:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T09:41:41.753-07:00</updated><title type='text'>Baile de Mascaras</title><content type='html'>Deus? Não. Hoje não é domingo, não é dia de colocar a minha mascara de fiel, a minha mascara de crença. Não, hoje a verdade foi muito fundo, hoje ela feriu meu mundo de ilusões. Hoje ela entranhou seu veneno nas fibras da minha imaginação e me fez duvidar. Duvidar! Como ela ousa?&lt;br /&gt;                Qual mascara usar então? Qual das falsas emoções que me fizeram crer existir seria mais própria para aplacar essa dor? Qual vendaria novamente os meus olhos e me reintroduziria aos braços de Morfeu? Ou ainda melhor, me conduziria ao seio da vida, onde essas patéticas mascaras e ilusões de realidade não existem?&lt;br /&gt;                Desculpem-me ó mascaras. Sei que sois tudo o que tenho. Tudo o que qualquer um pode ter. Mas ter de carregá-las diariamente faz com que seus pesos, quando notados, se tornem praticamente insuportáveis. Ajudem-me então eqüinas de Tróia, apresentem-se perante mim e sinalizem qual de vocês devo usar. Qual dentre vocês ira sugar minha essência hoje? Qual impedira que pela primeira vez eu veja o meu rosto no espelho? Qual será meu rosto, qual será meu espelho?&lt;br /&gt;                Que cor de inveja iria cair bem com está roupa? Ou seria mais discreto uma triste de arrependimento? A da desilusão sujou-se em minhas lagrimas e esta sendo limpa.&lt;br /&gt;                Escondam-me mascaras amigas, fujam comigo para longe. Disfarcem com seus sorrisos os pecados de meu rosto. Encantem a multidão, que também mascarada acha feia a minha falta de prumo. Cubram com suas fitas de papel colorido aquilo que ninguém ainda conhece. E sobre tudo, queridas, não deixem a verdade entrar.&lt;br /&gt;                A campainha toca. Esperam-me lá fora, o tempo se dissipa. Respondam-me, ou nenhuma de vocês irá se pronunciar? Emoções mascaradas, mascaras apáticas. Rasgo meu rosto e ainda permanecem. Erro e acerto e ainda se mantêm. Doce era a sabedoria quando vocês não existiam. Condenam-me agora que reveladas a busca de uma originalidade que começo a duvidar existir. Fora eu lhes digo e com aperto no coração agarro-me profundamente a cada uma enquanto se despedaçam no oceano do meu próprio sangue.&lt;br /&gt;                Não deixem que me afogue. Não neste suor vital que corre em minhas veias. Protejam minha boca, não deixem que eu seja verdadeiro nem por um instante. Não me deixem atravessar a parede da fantasia. Não poderia ser real, me matariam. Protejam meus olhos, não deixem que vejam o lento desaparecimento do brilho de meus sonhos no fundo destes olhos que vêem apenas através de vocês. Protejam-me os ouvidos. Não deixe que cheguem a eles os gritos roucos de minha alma.&lt;br /&gt;                Novamente a campainha. O mundo urge por mim. Este espaço, este armário de ilusões, esse pseudo conhecimento, essa pseudo revelação. Não, eles estão certos, eu não deveria estar aqui. Eu não deveria querer, eu não deveria saber.&lt;br /&gt;                As perguntas se multiplicam a medida que as respostas se esvaem, e vocês minhas mascaras permanecem plácidas, vazias, esperando confiantes sua vez pois sabem, melhor do que eu, que não viveria sem vocês. Vocês no entanto, será que viveriam sem mim? Imagino que sim. Pessoais, sim, eu mesmo as pintei, mas percebo agora que usei a mesma tinta que os outros, que fiz o mesmo desenho. Lógico que viveriam sem mim. Quem usa quem, eu perguntaria, se não tivesse medo de ouvir uma resposta que já sei.&lt;br /&gt;                Colocarei enfim uma de vocês. E mais uma vez, de olhos fechados, escolho a vencedora de meu embate e portadora de minha derrota. Só abrirei os olhos quando necessário, e ai, no meio de suas amigas, sei que se revelará para mim. Sei também que procurarei tira-la. Sei que observarei através de seus olhos suas amigas esconderem as pessoas de quem acho que gosto. Sei que pensarei ver através delas também e sei que estarei errado.&lt;br /&gt;                Cegar-me-ia se me permitissem, mas conheço-as a tempo suficiente para saber que não me deixariam fazer isso. Perguntaria, se me respondessem, choraria se derretessem. Procuraria se não fosse em vão. Sei disso tudo como se pudesse realmente saber, e ainda assim desafio-as, tento cegar-me como se a falta de visão me impedisse de ver algo que está mais claro para mim que os meus próprios sentidos, pergunto-lhes qual usar como se fosse minha a decisão final, como se fosse eu que as usasse, e por fim vago a procura de sua ausência, acreditando por vezes encontrá-la e frustrando-me logo após, ao perceber que para mim também representam seu teatro quando em rostos alheios.&lt;br /&gt;                Sei que se aproveitam. Sei que ninguém percebe, nem ira me entender. Acho que eu mesmo não irei me entender logo, e vergonhosamente fico feliz com a perspectiva. Gostaria de usá-la amor, mas a sabedoria corroeu meu rosto com sua acidez permitindo a mim apenas o uso da tristeza, mas não se preocupe, as outras mascaras farão com que suas pessoas me pintem de alegria por fora e ignorem, assim como eu, a cor negra do desespero por dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-4337704498918865399?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/4337704498918865399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=4337704498918865399&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/4337704498918865399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/4337704498918865399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2008/07/baile-de-mascaras.html' title='Baile de Mascaras'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5772623717506862758.post-5372442401244185212</id><published>2008-02-21T20:19:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T20:45:09.355-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só porque escrevi agora não significa que vai virar uma rotina...'/><title type='text'>Só uma vida para viver</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span &gt;Houve um tempo em que o meu passado me assombrava, e pensando bem, quem foi que disse que esse tempo passou? O que passou, ou melhor, mudou, fui eu e a minha maneira de encarar as coisas. Nesses últimos dias encontrei velhos conhecidos e lembrei de coisas que quem sabe não gostaria de lembrar. Olhei o céu. Por um momento duvidei que ele ainda fosse azul... tanto mudou... tanto mudei. Sinto saudades do colégio e da falta do que fazer depois da aula. Sinto falta do baskete, do parque, do ar que passava mais lento pelos meus pulmões. Só corria quando me dava vontade... saudade... Enquanto olhava o céu passou um avião, e tão distante estava que me lembrou aqueles que desenhava em minha infância... sinto falta de desenhar, descobrir que não desenho bem não foi tão legal afinal...Não fujo mais dos fantasmas, não fujo mais do passado, não fujo mais de nada, nem me protejo. A vida acontece. O passado sou eu, talvez um pouco diferente, mais ainda assim eu. O futuro sou eu, esperamos que melhor, mais ainda assim eu. Dou a mão para os meus fantasmas e caminho até chegar em casa. Deitamos, sim, eu e eles. Sinto no coração não mais a folga de uma criança, não mais a aflição de um adolescente, entendo melhor, vejo melhor, penso melhor. Sinto sim o peso do futuro e o frio na barriga de saber que ele não vai me esperar... Guardo na mochila (sempre companheira) os momentos felizes, escondo nas cicatrizes do tempo os momentos tristes. Vivo sem temer a morte, mas temo a falta de tempo para fazer tudo o que desejo antes dela chegar. Lembro-me da minha família, dos meus amigos, das pessoas que amo, e mesmo não acreditando muito peço em silencio para que isso nunca mude. Peço pelo bem, e peço desculpas pois um dia também já pedi pelo mal, e enquanto escrevo percebo que sou pequeno demais para tentar entender o que penso entender, pequeno demais para pedir, pequeno demais para acreditar. Uma lágrima seca escorre pelo canto do olho esquerdo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vale a pena sempre relembrar certo?&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=AQb0_0AIkt4"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=AQb0_0AIkt4&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5772623717506862758-5372442401244185212?l=desperdiciomental.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/feeds/5372442401244185212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5772623717506862758&amp;postID=5372442401244185212&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5372442401244185212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5772623717506862758/posts/default/5372442401244185212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciomental.blogspot.com/2008/02/s-uma-vida-para-viver.html' title='Só uma vida para viver'/><author><name>Will</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14045344161563149510</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_AYqykaDUCAQ/R75GA-c6bVI/AAAAAAAAAAM/5zVR_dwvF70/S220/19.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
